Fotografo: Divulgação
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Alguns golpes aplicados em Lucas do Rio Verde e região têm chamado a atenção da Polícia Civil. Alguns bastante conhecidos, como o golpe do sorteio (ainda há pessoas que caem nesse logro), e recentemente ainda houve o caso de um golpe igualmente antigo, o do sequestro, cuja execução foi bloqueada pela Polícia Militar. O delegado Daniel Nery alerta a população para que fique atenta a outros golpes que vêm lesando pessoas de bem em nossa cidade.
 
O primeiro golpe citado pelo delegado envolve o Detran. Segundo ele, a pessoa faz propaganda nas redes sociais da região, mais precisamente focando Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, “oferecendo um veículo que eles alegam ser de leilão do Detran e fazem a negociação desse veículo com um preço bem mais barato e bem atrativo, dizendo que está no pátio do Detran de Cuiabá e será encaminhado aqui para a cidade. Eles então pedem para que seja feito o depósito do valor, para que o carro seja retirado”. Os estelionatários chegam a citar nomes de funcionários do Detran que seriam responsáveis pela entrega do veículo, “e quando o cidadão vai retirar o veículo na Ciretran, percebe que caiu em um golpe. Esses estelionatários botam até pressão, querem que o deposite logo, falam que tem um caminhão já saindo e vão inserir o veículo nesse caminhão – que chegaria no mesmo dia ou no dia seguinte, senão teria que aguardar um próximo caminhão, que demoraria para vir. Encantada com a oferta, a pessoa acaba depositando o valor e perdendo, e posteriormente descobre que caiu em um golpe”. Segundo o delegado, são valores altos, afetando pessoas simples, que juntaram toda a sua economia para adquirir um veículo – às vezes o veículo dos sonhos, e acaba perdendo tudo.
 
Outro golpe que chamou a atenção da polícia é o do empréstimo. “Eles (os estelionatários) oferecem o empréstimo, a média de valor é de R$ 50 mil, com juros atrativo, tudo atrativo, e uma conversa envolvente. Eles chegam até a fazer um depósito com o envelope vazio, e condicionam a liberação do dinheiro a um depósito, a título de seguro”. Induzem a pessoa a fazer esse depósito a fim de que o dinheiro seja liberado. “Nós já vimos depósito de mil, de dois mil, até valores maiores, como condição para ser liberado o empréstimo”. O delegado alerta para que se tome cuidado, pois toda essa negociação é feita pelas redes sociais, e a pessoa que oferece o empréstimo não aparece. Ele orienta para que a pessoa procure pesquisar a empresa para conferir se ela é idônea no mercado, e dessa forma não corra o risco de cair nesse tipo de golpe.
 
Mais um golpe na praça que merece destaque é o da falsa transferência bancária. Normalmente, são pequenos e médios comerciantes que caem nesse golpe, que acontece da seguinte forma: o estelionatário liga para determinado comércio para negociar algum produto, normalmente de valor baixo, e diz que vai depositar o valor para que o produto seja encaminhado pelos Correios ou por transportadora. A pessoa faz um depósito com um envelope vazio e de valor bem alto, como se o produto custasse duzentos reais e o depósito de dez mil e duzentos reais, por exemplo. Então, ligam na empresa e falam que fizeram o depósito a mais por engano, e pedem para que seja feita a transferência do valor excedente. O comerciante, de boa-fé, transfere os dez mil que teria sido depositado a mais, porém como o envelope estava vazio, fica no prejuízo, pois não há o crédito desse valor em sua conta. O conselho do delegado é que o comerciante tenha calma e verifique seu extrato ou consulte seu gerente, para ver se o dinheiro está disponível realmente.
 
Daniel Nery destaca que 99% desses Boletins de Ocorrência registrados, a vantagem indevida se dá em outros municípios (de Mato Grosso, a maioria é em Cuiabá), e até mesmo em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais. “Lá que vão instaurar o inquérito e apurar o crime, e muitas vezes a vítima nem fica sabendo o desfecho do caso”, dada a distância.